Interessante a resportagem da Revista IstoÉDinheiro dessa semana:

Fonte: IstoÉDinheiro

Vamos ver e ler com olhar de publicitário. O nú está até bonito, melhor do que algumas cenas vistas em novelas ou filmes na TV, que são muito mais perniciosas para as crianças do que esse filminho.

Para assistir ao vídeo: Elave Laboratory

Executiva de empresa faz comercial nua com os seus funcionários para mostrar que não têm nada a esconder.

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Joanna Gardiner é uma bela mulher. Aos 37 anos, loira e com um corpo bastaste atraente, chama a atenção pela sua beleza. Profissionalmente, fez carreira no mercado de  cosméticos e atualmente dirige a empresa Ovelle Pharmaceutical, do Reino Unido. É uma profissional que, como dizem por aí, “veste a camisa da empresa”. Neste caso, no entanto, ela foi ainda mais longe e tirou a camisa pela empresa. E não só a camisa. A executiva arriscou e apareceu completamente nua em um filme publicitário para promover a linha Elave – cremes e loções corporais. A intenção, diz Joanna, é mostrar ao público que os produtos não possuem substâncias químicas e que, por isso, a empresa “não tem nada a esconder”. E ela não está sozinha. Enquanto fala sobre os cremes, uma equipe de “cientistas” também aparece nua como se estivesse em um típico dia de trabalho.

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“Eu pensei que mostrar todo mundo pelado poderia passar a imagem de que os produtos não têm nada a esconder”, disse a presidente.

O filme pode ser visto no site da empresa ou no YouTube. Virou um exemplo típico do que os publicitários chamam de marketing viral – vídeos que se espalham pelos computadores com a rapidez de um vírus. “Se a empresa busca notoriedade rápida com custo baixo, acertou em cheio”, diz Sérgio Silveira, diretor de Negócios da DIVULGAÇÃOagência Thompson. Estimativas iniciais apontam que a propaganda já foi vista por mais de 340 mil pessoas no YouTube, onde as normas são menos rígidas do que na televisão – na TV apostam os publicitários, o anúncio seria proibido. Arthur Amorim, conselheiro do Conar (Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária) não vê motivos para assombros. “Bem produzido, o nu não choca mais ninguém”, diz. “É curioso, divertido e tem ligação direta com o produto.”

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O vídeo, sem dúvida, chama a atenção. Basta colocá-lo na tela e quem passa ao lado pára e assiste. Mas, para o diretor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM),

Ismael Rocha, a popularidade não se reverte necessariamente em vendas e a estratégia pode se mostrar equivocada. “O nu pode chamar mais atenção do que o produto”, ensina. Ou, ainda pior, “o produto fica estigmatizado, ninguém se lembra da marca e só se refere a ele como o creme dos pelados”. A expectativa da presidente nua é bem diferente. Segundo seus cálculos, as vendas devem crescer 500%. “A resposta está sendo fenomenal”, diz.